| 'Acusados' rebatem críticas de sósia de Ronaldinho Gaúcho |
| Escrito por Lance!Net |
| Sex, 28 de Janeiro de 2011 09:50 |
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Depois de suspender o contrato com o Sporting (POR), Celsinho retornou ao Brasil e foi jogar na Portuguesa. Mesmo jogando em casa, não deu certo e o jogador afirma que tem duas pessoas responsáveis por esse fracasso: Alexandres Barros, repórter da Rádio Tupi e conselheiro do clube, e Vadão, técnico da equipe naquele ano. O LANCENET! conversou com os dois "acusados" para entender a real situação do jogador naquela época. Entrevista com Oswaldo Alvarez, o Vadão L! - Que análise você faz do Celsinho no período em que você o comandou na Portuguesa? Na verdade, foi o Celsinho que pediu para sair. Vou dizer para você exatamente o que disse para ele. Porque ele deve estar magoado comigo. Ele pediu para ir embora porque o nome dele não estava na relação de um jogo. Levei um garoto, o Henrique. Celsinho era jogador para estar milionário porque, tecnicamente, é diferenciado. Mas precisa entender que, no futebol de hoje, tem de correr, se movimentar, marcar, ter velocidade... L! - Ele estava muito mal fisicamente? Quando chegamos na Portuguesa, vi o teste físico dele e falei: "Espera aí! Esse teste físico eu faço." E tive uma conversa séria com ele. A comissão técnica toda, o preparador, o fisiologista, a diretoria. Todos queríamos que ele arrebentasse porque tem uma condição técnica invejável. E ele tem só 22 anos. Mas parece que tem 35, 36, entendeu? Pela maneira como ele se desloca no campo. Chamei ele e falei: "Você vai passar sua vida inteira achando que está sendo injustiçado pelo treinador. Mas quem está fazendo a sua carreira é você". Por exemplo, nós tínhamos os testes físicos do (meia) Athirson. E o que Athirson corria e se movimentava em campo nos treinos e nos jogos era muito diferente. Celsinho com 22 anos e o Athirson (hoje, com 34 anos) parando de jogar... L! - Ele ainda acredita que pode voltar a jogar o que jogava aos 18 anos... Então, na hora que ele parar, se olhar no espelho e pensar: "O errado sou eu, vou zerar minha vida porque ainda tenho idade para isso", ele vai jogar em qualquer time do Brasil porque tem qualidade para isso. Tecnicamente, é acima da média. Enxerga o jogo como ninguém, bate muito bem na bola, mas precisa querer. Precisa falar: "Sou atleta, preciso de condição física para jogar". Ele precisa pegar na bola o jogo todo, porque, quando pega, ele desequilibra. Mas precisa querer isso. L! - Ele faltou a treinos? Não, nunca faltou. Comigo não aconteceu. Ele não teve problema de indisciplina. Mas depende de ele colocar na cabeça. Tem de estar voando. Com 22 anos, não pode querer jogar pelo atalho, cortar caminho. Tem de correr, lutar, cair pela beirada do campo... Ele tem de se ajudar. L! - Ele diz que decidiu sair porque foi barrado no banco por um garoto dos juniores. Como aconteceu? Ele ficou chateado porque não foi relacionado e pediu para sair. E não falei nada. No início, quando cheguei, disse que, se ele não melhorasse, eu pediria uma outra contratação porque não ia ficar na mão dele. E ele melhorou, treinou durante a Copa da África com os juniores, enquanto os outros folgaram, mas ainda era insuficiente pela idade dele, 22 anos. Na hora que ele quiser, vai embora. Mas não pode chegar aos 30 anos e tentar recuperar o que deixou lá para trás. L! - Por que garotos talentosos como era ou como é o Celsinho não conseguem dar prosseguimento à carreira? Talvez seja traço de personalidade, às vezes pode ser má companhia... Mas jogador é malandro, sabe o que é bom, o que é ruim, certo e errado, quando fazem é porque querem fazer mesmo. Talvez seja o problema social, o cara não tem nada na vida e, de repente, tem tudo para comprar o melhor carro, vai querer a mulher bonita, não é um caso esporádico. Ele tinha dado uma melhora, mas não sei por que pediu para sair. Onde ele está hoje? L! - Não joga desde que saiu da Portuguesa, em julho. Pois é, não joga desde julho. Não joga, não treina, engorda... E quando chegar ao clube, está morto em campo. Se eu cruzar com ele de novo, vou tentar mais uma vez recuperá-lo. Porque se ele conseguir, é um belíssimo jogador e eu sei que vai me dar retorno em campo.
Quer perguntar para o conselheiro mais votado na última eleição ou para o jornalista? Sou da oposição, mas na eleição eu dei espaço idêntico para os dois candidatos, da situação e da oposição, na minha rádio. Consigo separar uma coisa da outra. Com Celsinho foi a mesma coisa. Como conselheiro, eu disse que a Portuguesa estava jogando dinheiro fora, que não podia trazer um jogador como estava Celsinho, que não jogou em lugar algum e a Portuguesa ainda ter de pagar. Absurdo! Jornalisticamente, eu o critiquei quando ele não jogou. Não corresponde, arruma confusão com a torcida... O problema dele comigo é que o empresário dele, o (Jorge) Bressan, tentou roubar o Celsinho há cinco anos, quando ele estava começando a estourar. Ele o levou para a Itália para tentar vender. O moleque sumiu do clube para ser testado em um clube de lá. Eu descobri e estourei a bomba. Bressan havia sido contratado pela Abillity para administrar o futebol da Portuguesa. E aí, Bressan virou meu inimigo mortal. Agora, na volta do Celsinho, dei minha opinião. Em uma reunião, o (presidente da Portuguesa) Manuel da Lupa disse que era um ato de caridade trazer o Celsinho de volta. Achei absurdo. Eu disse que a Portuguesa não era clube para fazer caridade para ninguém. Isso gerou polêmica grande porque minha opinião tem muita força mesmo. E não é porque sou só o jornalista que cobre a Portuguesa desde 1972, a época do meu pai. Tenho presença no conselho como o mais votado. Imagine: você é jornalista e candidato. Você fala do seu clube, é o seu trabalho, e emite opinião... E você perde a eleição. Como vai trabalhar depois? Mas eu ganhei como o mais votado. E isso preocupa muita gente. Não critico por criticar, critico baseado em alguma coisa. Veja, ele jogou na temporada? Ele fez gol contra um time lá de Roraima. Você para para pensar (no que ele fez)... Ele fez, sim. Foi parar na delegacia com problema particular... Não gasto vela com mau defunto. Celsinho é mau defunto. Ele quer ibope. Falando de mim, ele tem ibope. Vou usar minha rádio para falar o que ele disse, vai aparecer no jornal... O nome dele vai ficar em pauta. Um jogador que não deixou de ser um projeto. Foi para fora do país, não jogou. Foi mandado embora de Portugal por deficiência técnica. No Botafogo, não aprovou no teste. Jogou na Portuguesa, fez dez jogos e três ou quatro gols e foi criado o mito de que era um novo Ronaldinho. Como ele quer ser elogiado? Não tem como. Mas você sabe como ele voltou? Porque Bressan foi buscar parte do pagamento do time da Grécia (o Olympiacos) que a Portuguesa não tinha recebido referente ao (meia) Diogo (hoje no Santos). Bressan foi lá, ganhou a comissão, foi cobrar, e acabou conseguindo embutir a volta do Celsinho. A influência que ele diz que eu tenho é a seguinte: quando eu falo no microfone, o Canindé estremece. Essa é a realidade. Eu podia estar milionário, mas tenho um princípio básico: a verdade acima de tudo. Eu sou casado com a irmã do (atacante) Leandro Amaral. Joguei com (o lateral-direito) Zé Maria na base da Portuguesa. Conheço, desde pequeno, o (ex-volante) Capitão, o (meia) Zé Roberto, o (zagueiro) Emerson... Podia ter empresariado todos eles. Mas não o fiz porque minha índole é boa.
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| Última atualização em Sex, 28 de Janeiro de 2011 09:58 |

Com a palavra de Alexandre Barros, repórter da Rádio Tupi e conselheiro da Portuguesa
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